José Luis Vargas Ovalle, Víctor Villalobos, John Camilo García Uribe
Introducción: La denominación de las unidades de cuidado intensivo (UCI) ha variado a lo largo del tiempo. Desde unidades de vigilancia intensiva, unidades de terapia intensiva, unidades de medicina intensiva hasta unidades de cuidados críticos. En la práctica estas denominaciones parecen superponerse a tal punto que parece prevalecer la vigilancia sobre el cuidado. Metodología: artículo reflexivo con enfoque fenomenológico hermenéutico que aborda el fenómeno de la vida cotidiana en la UCI en relación al diseño espacial, las relaciones de poder y el tiempo vivido para problematizar la denominación Unidad de Cuidados Intensivos en contraposición de Unidad de Vigilancia Intensiva. Resultados: la vida cotidiana de la UCI, es un espacio reglado y altamente controlado, en el que a través de diversos mecanismos se conduce la vida de los profesionales y pacientes a tal punto de tener características de lo que autores como Goffman consideran instituciones totales. En las cuales, a través de mecanismos de despersonalización se homogeniza la heterogeneidad característica de lo humano. Conclusión: Cuidar implica vigilar, estar atento, estar de guardia y controlar en algunos casos. Sin embargo, no se reduce a ello, el cuidado implica también reconocerse como ser finito y vulnerable, es decir como ser eminentemente compasivo. El cuidado no puede ser autoritario, ni minar la capacidad de agencia de los sujetos de cuidado, por el contrario, es una posibilidad que permite resistir ante las estructuras y dispositivos que controlan la vida. Cuidar como acto instintivo y reflexivo a la vez, supone una doble naturaleza entre pathos y logos, esta misma naturaleza no puede desdibujarse al interior de las UCI.
Introdução: A designação das unidades de cuidados intensivos (UCI) tem variado ao longo do tempo. Desde unidades de monitorização intensiva, unidades de cuidados intensivos, unidades de medicina intensiva até unidades de cuidados críticos. Na prática, estas designações parecem sobrepor-se de tal forma que a vigilância parece prevalecer sobre os cuidados. Metodologia: artigo reflexivo com uma abordagem fenomenológica hermenêutica que aborda o fenómeno do quotidiano na UCI em relação ao desenho espacial, às relações de poder e ao tempo vivido, a fim de problematizar a denominação de Unidade de Cuidados Intensivos em oposição à de Unidade de Vigilância Intensiva. Resultados: o quotidiano na UCI é um espaço regulado e altamente controlado, no qual a vida dos profissionais e dos doentes é conduzida através de vários mecanismos, de tal forma que apresenta caraterísticas daquilo que autores como Goffman consideram como instituições totais. Em que, através de mecanismos de despersonalização, se homogeneíza a heterogeneidade caraterística do humano. Conclusão: Cuidar implica vigiar, estar atento, estar em guarda e, em alguns casos, controlar. No entanto, não se limita a isso: cuidar implica também reconhecer-se como um ser finito e vulnerável, ou seja, como um ser eminentemente compassivo. O cuidado não pode ser autoritário, nem pode minar a capacidade de agência dos sujeitos do cuidado; pelo contrário, é uma possibilidade que permite a resistência às estruturas e dispositivos que controlam a vida. O cuidado como um ato instintivo e reflexivo ao mesmo tempo, supõe uma dupla natureza entre pathos e logos, e essa mesma natureza não pode ser esmaecida dentro da UTI.
Introduction: The naming of intensive care units (ICUs) has varied over time. From intensive surveillance units, intensive care units, intensive medicine units to critical care units. In practice these denominations seem to overlap to such an extent that surveillance seems to prevail over care. Methodology: reflexive article with a hermeneutic phenomenological approach that addresses the phenomenon of daily life in the ICU in relation to spatial design, power relations and time lived in order to problematize the denomination Intensive Care Unit as opposed to Intensive Surveillance Unit. Results: the daily life of the ICU is a regulated and highly controlled space, in which the life of professionals and patients is conducted through different mechanisms to such an extent that it has characteristics of what authors such as Goffman consider total institutions. In which, through depersonalization mechanisms, the characteristic heterogeneity of the human being is homogenized. Conclusion: Caring implies to watch, to be attentive, to be on guard and to control in some cases. However, it is not reduced to this; caring also implies recognizing oneself as a finite and vulnerable being, that is, as an eminently compassionate being. Care cannot be authoritarian, nor can it undermine the capacity of agency of the subjects of care; on the contrary, it is a possibility that allows us to resist the structures and devices that control life. Caring as an instinctive and reflexive act at the same time, supposes a double nature between pathos and logos, this same nature cannot be blurred inside the ICU.