Resumen Introducción/objetivo: la anquiloglosia puede generar dificultades en la lactancia durante el periodo neonatal y los primeros meses de vida, así como otras disfunciones orofaciales a largo plazo. Los procesos diagnósticos, quirúrgicos y de rehabilitación son realizados por distintos profesionales y mediante herramientas diversas. El objetivo de este estudio fue describir la situación actual en España.
Métodos: estudio descriptivo transversal mediante cuestionario ad hoc, respondido entre el 15 de diciembre de 2023 y el 15 de febrero de 2024 por madres de bebés con edad cronológica entre 0 y 12 meses que habían atravesado procesos de diagnóstico e intervención del frenillo lingual.
Resultados: se incluyeron 398 respuestas válidas. El pediatra fue el profesional más implicado tanto en el diagnóstico como en el procedimiento quirúrgico. El 49,7% (198/398) de los diagnósticos se realizó por observación; el 62,5% (249/398) de las intervenciones se efectuó con tijera; en el 50,7% (202/398) no se utilizó anestesia; y el 56,0% (223/398) de las madres refirió resolución completa de las dificultades tras el procedimiento.
Conclusiones: en España existe una alta variabilidad en los procesos diagnósticos, quirúrgicos y de rehabilitación de la anquiloglosia, en cuanto a los profesionales implicados y las herramientas empleadas. La frenectomía no resolvió las dificultades en todos los casos de la muestra. Dada la naturaleza descriptiva y las limitaciones del estudio, se recomienda desarrollar investigaciones futuras que profundicen en la experiencia de las familias y en la efectividad de los distintos abordajes profesionales.
Abstract:
Introduction/Objetive: ankyloglossia can cause breastfeeding difficulties during the neonatal period and the first months of life, as well as other long-term orofacial dysfunctions. Diagnostic, surgical, and rehabilitation processes are carried out by different professionals using diverse approaches. The aim of this study was to describe the current situation in Spain.
Methods: cross-sectional descriptive study using an ad hoc questionnaire, completed between December 15, 2023, and February 15, 2024, by mothers of infants aged 0–12 months who had undergone diagnostic and surgical procedures for lingual frenulum restriction.
Results: a total of 398 valid responses were included. Paediatricians were the professionals most frequently involved in both diagnosis and surgery. Observation was used as the sole diagnostic method in 49.7% (198/398) of cases; scissors were the most frequent surgical instrument (62.5%, 249/398); no anaesthesia was used in 50.7% (202/398); and complete resolution of feeding difficulties was reported by 56.0% (223/398) of participants.
Conclusions: there is a high degree of variability in the diagnostic, surgical and rehabilitation processes of ankyloglossia in Spain, regarding both the professionals involved and the tools used. Frenectomy did not resolve the difficulties in all cases. Given the descriptive nature and limitations of this study, further research -particularly qualitative studies- is needed to explore families’ experiences and to assess the effectiveness of different professional approaches.
Resumo:
Introdução/Objetivo: a anquiloglossia pode gerar dificuldades na amamentação durante o período neonatal e os primeiros meses de vida, bem como outras disfunções orofaciais a longo prazo. Os processos diagnósticos, cirúrgicos e de reabilitação são realizados por diferentes profissionais e por meio de diversas ferramentas. O objetivo deste estudo foi descrever a situação atual na Espanha.
Métodos: estudo descritivo transversal mediante questionário ad hoc, respondido entre 15 de dezembro de 2023 e 15 de fevereiro de 2024 por mães de bebês com idade cronológica entre 0 e 12 meses que haviam passado por processos de diagnóstico e intervenção do frênulo lingual.
Resultados: foram incluídas 398 respostas válidas. O pediatra foi o profissional mais envolvido tanto no diagnóstico quanto no procedimento cirúrgico. Em 49,7% (198/398) dos casos, os diagnósticos foram realizados por observação; em 62,5% (249/398) das intervenções utilizou-se tesoura; em 50,7% (202/398) não foi utilizada anestesia; e 56,0% (223/398) das mães relataram resolução completa das dificuldades após o procedimento.
Conclusões: na Espanha, existe alta variabilidade nos processos diagnósticos, cirúrgicos e de reabilitação da anquiloglossia, tanto em relação aos profissionais envolvidos quanto às ferramentas utilizadas. A frenectomia não resolveu as dificuldades em todos os casos da amostra. Dada a natureza descritiva e as limitações do estudo, recomenda-se o desenvolvimento de futuras pesquisas que aprofundem a experiência das famílias e a efetividade das diferentes abordagens profissionais.