Ana Izabel de Souza Gomes da Silva
, Ingrid Ludmila Bastos Lôbo
, Moisés Vieira de Carvalho
, Camila Cristina Fonseca Bicalho, Bruno Costa Teixeira
, André de Assis Lauria
BACKGROUND: The Relative Age Effect (RAE) can be defined as the difference related to the chronological age of individuals belonging to the same sporting category and the consequent advantages obtained by them being born earlier than their peers.OBJECTIVE: The main objective of the study was to analyze the Relative Age Effect (RAE) on anthropometric, physical-motor and maturational indicators of youth female volleyball athletes. Additionally, the coaches' perception of the athletes' sporting potential was evaluated.METHODS: A convenience sample of 47 female youth amateur volleyball players (13.1±0.6 years) was included. Participants were stratified according to birth quartiles (Q1, Q2, Q3, and Q4). Anthropometric measurements were taken (body mass, height and wingspan), a battery of physical-motor tests (vertical countermovement jump, hand grip and agility), somatic maturation was estimated and the coach's evaluation was carried out. A one-way ANOVA was performed to verify differences between the means of each birth quartile, followed by Tukey's post-hoc test. Statistical procedures were performed using Jamovi software, version 2.3.28, and the significance level adopted was p<0.05.RESULTS: A higher concentration of athletes born in the first quartiles of the competitive year (Q1 and Q2) was observed. Among the anthropometric indicators evaluated, only wingspan showed a significant difference between the birth quartiles (F=4.83; p=0.006), with higher values in Q1. No significant differences were found between the quartiles for the other anthropometric, physical-motor, maturational indicators, or for the subjective assessment of athletic potential performed by the coaches.CONCLUSION: Despite the higher proportion of athletes born in the early months of the year, reflecting the relative age effect, only wingspan showed higher values in the Q1, with no difference in other anthropometric, physical-motor, maturational indicators, or in the coach's assessment of athletic potential.
INTRODUÇÃO: O Efeito da Idade Relativa (EIR) pode ser definido como a diferença relacionada à idade cronológica de indivíduos pertencentes a uma mesma categoria esportiva e as consequentes vantagens obtidas por eles terem nascido antes do que seus pares.OBJETIVO: Analisar o Efeito da Idade Relativa sobre indicadores antropométricos, físico-motores e maturacionais em atletas juvenis de voleibol feminino. De forma complementar, foi avaliada a percepção dos treinadores sobre o potencial esportivo das atletas.MÉTODOS: Foram incluídas, por conveniência, 47 atletas amadoras de voleibol da categoria juvenil feminina (13,1±0,6 anos). As participantes foram estratificadas de acordo com os quartis de nascimento (Q1, Q2, Q3 e Q4). Foram realizadas medidas antropométricas (massa corporal, estatura e envergadura), uma bateria de testes físico-motores (salto vertical contramovimento, preensão manual e agilidade), estimada a maturação somática e a avaliação subjetiva do treinador. Foi realizada ANOVA de um fator para verificar diferenças entre as médias de cada quartil de nascimento seguido pelo teste de post-hoc de Tukey. Os procedimentos estatísticos foram realizados pelo software Jamovi, versão 2.3.28, e o nível de significância adotado foi de p<0,05.RESULTADOS: Observou-se maior concentração de atletas nascidas nos primeiros quartis do ano competitivo (Q1 e Q2). Entre os indicadores antropométricos avaliados, apenas a envergadura apresentou diferença significativa entre os quartis de nascimento (F=4,83; p=0,006), com valores superiores no Q1. Não foram encontradas diferenças significativas entre os quartis para os demais indicadores antropométricos, físico-motores, maturacionais ou para a avaliação subjetiva do potencial esportivo realizada pelos treinadores.CONCLUSÃO: Apesar da maior proporção de atletas nascidas nos meses iniciais do ano, configurando o efeito da idade relativa, apenas a envergadura apresentou valores mais altos no Q1, sem diferença nos outros indicadores antropométricos, físico-motores, maturacionais e na avaliação do potencial esportivo pelo treinador.