Objetivo: La presencia de osículos o hueso accesorio en la articulación interfalángica del hallux se ha informado en la literatura de manera inconstante con un alto grado de variabilidad en función del método de diagnóstico por imagen empleado. El objetivo general de este estudio preliminar fue analizar la prevalencia, lateralidad y tamaño, así como las implicaciones biomecánicas (alteraciones del rango articular) asociadas a la presencia de este osículo.
Método: Para ello, se llevó a cabo un estudio de casos (individuos con osículo) y controles (ausencia del mismo) identificados mediante ecografía en los cuales se exploró el rango articular de la interfalángica y metatarsofalángica del hallux tanto en cadena cinética abierta como en carga empleando un programa de medición de ángulos. La muestra estuvo compuesta 172 pies de 86 sujetos (123 de mujeres y 49 de hombres) con un promedio de 25,22± 4,47 años de edad que cumplieron con los criterios de inclusión.
Resultados: Un 41% de los individuos explorados presentaron un osículo en la articulación interfalángica del primer dedo frente al 59% que tuvieron ausencia del mismo. El análisis mostró diferencias significativas entre los grupos respecto al valor promedio de rango articular en extensión siendo este mayor en el grupo de casos frente al grupo de controles.
Conclusión: La presencia del osículo interfalángico parece influir en la biomecánica del primer radio pudiendo condicionar la fase propulsiva de la marcha, lo que debería ser tenido en cuenta dado que la presencia de este hueso accesorio puede considerarse que es una entidad infradiagnosticada.
Objective: The presence of ossicles or accessory bone in the interphalangeal joint of the hallux has been inconsistently reported in the literature, with a high degree of variability depending on the imaging diagnostic method used. The general aim of this preliminary study was to analyze the prevalence, laterality, and size, as well as the biomechanical implications (joint range alterations) associated with the presence of this ossicle. Method: To this end, a case-control study was conducted (individuals with the ossicle vs. those without it) identified by ultrasound, in which the range of motion of the hallux interphalangeal and metatarsophalangeal joints was explored both in open kinetic chain and loaded conditions, using an angle measurement program. The sample consisted of 172 feet from 86 subjects (123 women and 49 men), with an average age of 25.22 ± 4.47 years, who met the inclusion criteria. Results: Forty-one percent of the individuals examined had an ossicle in the interphalangeal joint of the first toe, compared to 59% who had no ossicle. The analysis showed significant differences between the groups in terms of the average range of motion in extension, with a greater range in the case group compared to the control group. Conclusion: The presence of the interphalangeal ossicle appears to influence the biomechanics of the first ray, potentially affecting the propulsive phase of gait. This should be taken into account, as the presence of this accessory bone may be considered an underdiagnosed entity.
Objetivo: A presença de ósseos ou osso acessório na articulação interfalângica do hálux tem sido relatada de forma inconsistente na literatura, com um alto grau de variabilidade dependendo do método de diagnóstico por imagem utilizado. O objetivo geral deste estudo preliminar foi analisar a prevalência, lateralidade e tamanho, bem como as implicações biomecânicas (alterações no intervalo articular) associadas à presença deste osso.Método: Para isso, foi realizado um estudo de casos (indivíduos com ossículo) e controles (ausência de ossículo) identificados por ultrassonografia, no qual se explorou o intervalo articular da articulação interfalângica e metatarsofalângica do hálux, tanto na cadeia cinética aberta quanto em carga, utilizando um programa de medição de ângulos. A amostra foi composta por 172 pés de 86 sujeitos (123 mulheres e 49 homens), com uma média de 25,22 ± 4,47 anos de idade, que atenderam aos critérios de inclusão. Resultados: Quarenta e um por cento dos indivíduos examinados apresentaram um ossículo na articulação interfalângica do primeiro dedo, em comparação com 59% que não apresentaram. A análise mostrou diferenças significativas entre os grupos em relação ao valor médio do intervalo articular em extensão, sendo este maior no grupo de casos em comparação com o grupo de controles. Conclusão: A presença do ósculo interfalângico parece influenciar a biomecânica do primeiro raio, podendo condicionar a fase propulsiva da marcha, o que deve ser considerado, uma vez que a presença deste osso acessório pode ser considerada uma entidade subdiagnosticada.