G. A. Fuentes Garay, S. H. Arteaga Carrillo, N. R. Fuentes Muñoz, C. A. Hernández Castro
Introducción: El síndrome inflamatorio multisistémico pediátrico asociado temporalmente con el SARS-CoV-2 (SIM-PedS) es una complicación hiperinflamatoria que surge entre las semanas 2 y 6 tras la infección. Observaciones recientes han sugerido su posible desarrollo también tras la vacunación, lo que ha planteado interrogantes sobre la seguridad y el manejo clínicos de esta. Sin embargo, se desconoce el impacto y los factores que podrían influir el desarrollo del SIM-PedS posterior a la vacunación.
Objetivo: Analizar la evidencia acerca del desarrollo del SIM-PedS posterior a la vacunación contra la COVID-19 para esclarecer su incidencia y características, a fin de facilitar decisiones informadas en la práctica clínica.
Metodología: Se efectuó una revisión sistemática en PubMed, LILACS, Scopus, SciELO y Google Académico entre abril y agosto de 2022. Se seleccionaron artículos según los criterios de inclusión y exclusión, y se evaluó su calidad con la lista de cotejo STROBE.
Resultados: Se incluyeron 5 artículos. Se identificaron 13 casos de SIM-PedS posterior a la vacunación. Todos los pacientes recibieron la vacuna BNT162b2. Los síntomas incluían fiebre y manifestaciones cardiovasculares, gastrointestinales, cutáneas y neurales.
Discusión: Todos los casos fueron negativos respecto a la COVID-19. Se descartaron otros diagnósticos, por lo que el SIM-PedS era el más plausible en cada caso. Se detectaron alteraciones inflamatorias y de coagulación. El tratamiento incluyó inmunoglobulina G intravenosa, esteroides y antiinflamatorios con pronóstico favorable en cada caso.
Conclusiones: El SIM-PedS posterior a la vacunación es una complicación rara y manejable. La vacunación con BNT162b2 parece segura, con bajo riesgo de SIM-PedS.
The pediatric inflammatory multisystem syndrome temporally associated with SARS-CoV-2 (PIMS-TS) is a hyperinflammatory complication that surges between weeks 2 and 6 after the infection. Recent observations have suggested its possible development after COVID-19 vaccination as well, a situation that has brought questions regarding its clinical safety and management. It is not well known the extent of the impacts and the factors that could influence the development of this syndrome after the COVID-19 vaccination.
Objective: To analyze the evidence regarding the development of the PIMS-TS after COVID-19 vaccination as to clarify its incidence and characteristics in order to better inform the clinical practice decisions.
Methodology: A systematic review was conducted using PubMed, LILACS, Scopus, SciELO, and Google Scholar from April through August 2022. Articles were selected according to the inclusion and exclusion criteria. The quality of the articles was assessed with the STROBE checklist.
Results: Five articles were included in the review. Thirteen cases of PIMS-TS after COVID-19 vaccination were identified. All of these patients received the BNT162b2 vaccine. The symptoms included fever and diverse cardiovascular, gastrointestinal, dermal, and neural manifestations.
Discussion: All cases were negative to COVID-19, and other diagnoses were discarded, so the PIMS-TS was the most likely diagnosis. Inflammatory and coagulation alterations were detected. The prognosis was favorable for all cases. The treatment included intravenous immunoglobulin G, steroids, and anti-inflammatories.
Conclusions: The PIMS-TS after COVID-19 vaccination is a rare and manageable complication, and the BNT162b2 vaccine seems safe and with a low risk for this syndrome.
Introdução: A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica temporariamente associada ao SARS-CoV-2 (SIM-P) é uma complicação hiperinflamatória que surge entre a segunda e a sexta semana após a infecção. Observações recentes sugeriram seu possível desenvolvimento também após a vacinação, o que levantou questões sobre a segurança e o manejo clínico dela. No entanto, o impacto e os fatores que poderiam influenciar o desenvolvimento da SIM-P após a vacinação são desconhecidos.
Objetivo: Analisar as evidências sobre o desenvolvimento da SIM-P após a vacinação contra a COVID-19 para esclarecer sua incidência e características, a fim de facilitar decisões informadas na prática clínica.
Metodologia: Uma revisão sistemática foi realizada no PubMed, LILACS, Scopus, SciELO e Google Acadêmico entre abril e agosto de 2022. Os artigos foram selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, e sua qualidade foi avaliada com a lista de verificação STROBE.
Resultados: Cinco artigos foram incluídos. Treze casos foram identificados de SIM-P após a vacinação. Todos os pacientes receberam a vacina BNT162b2. Os sintomas incluíram febre e manifestações cardiovasculares, gastrointestinais, cutâneas e neurais.
Discussão: Todos os casos foram negativos para COVID-19. Outros diagnósticos foram des-cartados, portanto, o SIM-P era o mais plausível em cada caso. Alterações inflamatórias e de coagulação foram detectadas. O tratamento incluiu imunoglobulina G intravenosa, esteroides e anti-inflamatórios, com prognóstico favorável em cada caso.
Conclusões: A SIM-P pós-vacinação é uma complicação rara e controlável. A vacinação com BNT162b2 parece segura, com baixo risco de SIM-P.