Colombia
RESUMEN Introducción. El envejecimiento es un proceso continuo asociado a cambios orgánicos y deterioro cognitivo, representa un creciente problema de salud pública, con aproximadamente 10 millones de nuevos casos cada año. El objetivo de este estudio fue comprender una situación de cuidado de personas mayores pertenecientes a una fundación social, en relación con su nivel cognitivo, estado emocional y vivencias del envejecimiento. Metodología. Estudio cualitativo con enfoque fenomenológico desarrollado en dos fases. Se realizaron entrevistas individuales semiestructuradas, grabadas y posteriormente transcritas. Asimismo, se recolectaron datos sociodemográficos y se aplicaron las escalas Mini-Mental y Yesavage para la evaluación cognitiva y emocional. Resultados. En la primera fase participaron 35 personas mayores de una fundación social. En la segunda fase se seleccionaron 12 de ellas, identificadas como líderes por el grupo inicial, quienes fueron entrevistadas en profundidad. Los relatos se analizaron a partir de patrones de enfermería para otorgar significado a la situación de cuidado, identificando tres categorías centrales: autopercepción del envejecimiento, importancia de la integración social y percepción de salud. En la evaluación cognitiva, el 35% presentó estado normal, 30% deterioro leve, 25% moderado y 10% severo. En cuanto al estado afectivo, el 75% mostró nivel emocional normal, 18% depresión subsindrómica y 8% depresión establecida. Discusión. El deterioro cognitivo se ve influido por el envejecimiento, así como por factores familiares, sociales, educativos y el nivel de actividad física. La evaluación temprana que integre edad, estado emocional y vivencias personales permite identificar riesgos cognitivos y afectivos de manera oportuna. Conclusiones. En relación con las vivencias, las personas mayores conservan vínculos con su entorno, muchas se sienten socialmente aisladas debido al trato recibido. Son capaces de percibir su salud y vejez, carecen de los cuidados necesarios para un envejecimiento saludable por falta de recursos y personal capacitado. Sin ver afectadas sus creencias y valores.
RESUMO Introdução. O envelhecimento é um processo contínuo associado a mudanças orgânicas e ao declínio cognitivo, representando um problema crescente de saúde pública, com aproximadamente 10 milhões de novos casos a cada ano. O objetivo deste estudo foi compreender uma situação de cuidado de pessoas idosas pertencentes a uma fundação social, em relação ao seu nível cognitivo, estado emocional e vivências do envelhecimento. Metodologia. Estudo qualitativo com enfoque fenomenológico desenvolvido em duas fases. Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas, gravadas e posteriormente transcritas. Além disso, foram coletados dados sociodemográficos e aplicadas as escalas Mini-Mental e Yesavage para a avaliação cognitiva e emocional. Resultados. Na primeira fase, participaram 35 pessoas idosas de uma fundação social. Na segunda fase, foram selecionadas 12 delas, identificadas como líderes pelo grupo inicial, que foram entrevistadas em profundidade. Os relatos foram analisados a partir de padrões de enfermagem para dar significado à situação de cuidado, identificando três categorias centrais: autopercepção do envelhecimento, importância da integração social e percepção da saúde. Na avaliação cognitiva, 35% apresentaram estado normal, 30% comprometimento leve, 25% moderado e 10% severo. Quanto ao estado afetivo, 75% apresentaram nível emocional normal, 18% depressão subsindrômica e 8% depressão estabelecida. Discussão. O declínio cognitivo é influenciado pelo envelhecimento, bem como por fatores familiares, sociais, educacionais e pelo nível de atividade física. A avaliação precoce que integra idade, estado emocional e vivências pessoais permite identificar riscos cognitivos e afetivos de maneira oportuna. Conclusões. Em relação às vivências, as pessoas idosas mantêm vínculos com o seu ambiente, embora muitas se sintam socialmente isoladas devido ao tratamento que recebem. São capazes de perceber a sua saúde e velhice, mas carecem dos cuidados necessários para um envelhecimento saudável devido à falta de recursos e de pessoal qualificado. As suas crenças e valores não são afetados.
ABSTRACT Introduction. Aging is a continuous process involving organic changes and cognitive decline and represents a growing public health concern, with approximately 10 million new cases of cognitive impairment each year. The objective of this study was to understand the care situation of older adults belonging to a social foundation, in relation to their cognitive status, emotional well-being, and lived experiences of aging. Methodology. This was a qualitative study with a phenomenological approach conducted in two phases. Individual semi-structured interviews were recorded and transcribed. Sociodemographic data were collected, and the Mini-Mental State Examination and Yesavage Scale were applied to assess cognitive and emotional status. Results. In the first phase, 35 older adults from a social foundation participated, and in the second phase, 12 of them, identified as leaders by the initial group, took part in in-depth interviews. Analysis of their narratives revealed three key categories: self-perception of aging, the importance of social integration, and self-perception of health. Cognitive assessment showed that 35% had normal cognition, 30% mild impairment, 25% moderate impairment, and 10% severe impairment. Regarding emotional status, 75% were within the normal range, 18% had subsyndromal depression, and 8% had established depression. Discussion. Cognitive impairment is affected not only by aging but also by family dynamics, social environment, educational level, and physical activity. Early multidimensional assessment that considers age, emotional state, and life experiences helps identify cognitive and emotional risks in a timely manner. Conclusions. In terms of their lived experiences, older adults maintain ties with their social environment, nevertheless, many report feeling socially isolated because of how they are treated. They are aware of their own health and aging processes but do not receive the care required for healthy aging owing to limited resources and a shortage of trained personnel; however, their core beliefs and values remain intact.