Diego Arauna, Simón Navarrete, Nacim Molina, Lemuel Reyes, Juan Pablo Rojas, Eduardo Fuentes, Iván Palomo
RESUMEN Introducción. El envejecimiento acelerado de la población aumenta el riesgo de aparición de complicaciones geriátricas, como el deterioro cognitivo. Este deterioro se ha relacionado con el síndrome de fragilidad y la polifarmacia en cohortes europeas; sin embargo, su relación no se ha aclarado completamente en las personas mayores latinoamericanas. El objetivo de este estudio fue evaluar la relación entre el deterioro cognitivo, la polifarmacia y el síndrome de fragilidad en adultos mayores chilenos. Metodología. El estudio se diseñó como un estudio transversal. El total de participantes fue de 1205 adultos mayores, de 65 años o más. La presencia de fragilidad se determinó según los criterios de Fried. El estado de polifarmacia se evaluó mediante un cuestionario validado realizado por un entrevistador capacitado. El estado cognitivo se determinó mediante el Mini-Mental. Resultados. La prevalencia del deterioro cognitivo en el estudio transversal fue del 19%. Los adultos mayores con deterioro cognitivo tenían una puntuación de fragilidad más alta (2.39 ± 1.45, p < 0.001), una mayor prevalencia de fragilidad y una mayor prevalencia de polifarmacia (45.6%, p = 0.0016) en comparación con los adultos mayores con cognición normal. Los criterios de fragilidad pérdida de peso (OR: 1.88, IC = 1.22-2.90, p = 0.004), agotamiento (OR: 2.66, IC = 1.89-3.76, p<0.001), lentitud (OR: 2.10, p<0.001) y baja actividad física (OR: 1.59, p=0.009) se asociaron con deterioro cognitivo; sin embargo, los criterios de debilidad no presentaron una asociación significativa (OR: 1.29, IC=0.94-1,80, p=0.119). Discusión. El deterioro cognitivo estaba presente en el 19% de las personas mayores y estaba relacionado con el envejecimiento, el bajo nivel educativo, el hecho de vivir solo, la fragilidad y la polifarmacia. Conclusiones. Las estrategias de intervención dirigidas a la fragilidad y al consumo excesivo de medicamentos pueden ser un enfoque prometedor para prevenir el deterioro cognitivo.
ABSTRACT Introduction. The accelerated aging of the population increases the risk of the appearance of geriatric complications, such as cognitive damage. This damage has been related to frailty syndrome and polypharmacy in European cohorts, however, its relationship has not been fully clarified in Latin-American older people. This study aimed to evaluate the relationship between cognitive impairment, polypharmacy, and the frailty syndrome in Chilean older adults. Methodology. The investigation was designed as a cross-sectional study. The total of participants was 1,205 older adults, 65 years old and older. The presence or frailty was determined according to Fried Criteria. Polypharmacy status was evaluated employing a validated questionnaire conducted by a trained interviewer. The cognitive state was determined by the Mini-Mental State Examination. Results. The prevalence of cognitive impairment in the studied tranversal was 19%. Older adults with cognitive impairment had a higher frailty score (2.39±1.45, p<0.001), a higher prevalence of frailty, and a higher prevalence of polypharmacy (45.6%, p=0.0016) compared to older adults with normal cognition. The frailty criteria weight loss (OR: 1.88, CI= 1.22-2.90, p=0.004), exhaustion (OR: 2.66, CI= 1.89-3.76, p<0.001), slowness (OR: 2.10, p<0.001), and low physical activity (OR: 1.59, p=0.009) were associated with cognitive impairment, however, the weakness criteria did not present a significant association (OR: 1.29, CI=0.94-1.80, p=0.119). Discussion. Cognitive impairment was present in 19% of aged and was related to aging, lower educational level, living alone, frailty, and polypharmacy. Conclusions. Interventional strategies targeting frailty and excess consumption of medications may be a promising approach to prevent cognitive impairment.
RESUMO Introdução. O envelhecimento acelerado da população aumenta o risco de complicações geriátricas, como o declínio cognitivo. Esse declínio tem sido associado à síndrome de fragilidade e à polifarmácia em grupos europeus; no entanto, sua relação ainda não foi totalmente esclarecida em idosos latino-americanos. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o declínio cognitivo, a polifarmácia e a síndrome de fragilidade em idosos chilenos. Metodologia. O estudo foi delineado como um estudo transversal. O total de participantes foi de 1205 idosos, com 65 anos ou mais. A presença de fragilidade foi determinada de acordo com os critérios de Fried. O estado de polifarmácia foi avaliado através de um questionário validado, realizado por um entrevistador treinado. O estado cognitivo foi determinado através do Mini-Mental. Resultados. A prevalência de declínio cognitivo no estudo transversal foi de 19%. Os idosos com declínio cognitivo apresentaram uma pontuação de fragilidade mais elevada (2.39 ± 1.45, p < 0.001), maior prevalência de fragilidade e maior prevalência de polifarmácia (45.6%, p = 0.0016) em comparação com os idosos com cognição normal. Os critérios de fragilidade perda de peso (OR: 1.88, IC = 1.22-2.90, p = 0.004), exaustão (OR: 2.66, IC = 1.89-3.76, p<0.001), lentidão (OR: 2.10, p<0.001) e baixa atividade física (OR: 1.59, p=0.009) foram associados ao declínio cognitivo; no entanto, os critérios de fraqueza não apresentaram associação significativa (OR: 1.29, IC=0.94-1.80, p=0.119). Discussão. O declínio cognitivo estava presente em 19% dos idosos e estava relacionado com o envelhecimento, o baixo nível de escolaridade, o fato de viver sozinho, a fragilidade e a polifarmácia. Conclusões. As estratégias de intervenção direcionadas à fragilidade e ao consumo excessivo de medicamentos podem ser uma abordagem promissora para prevenir o declínio cognitivo.