Catalina Muñoz Castillo, Carlos Rojas Zepeda, Solange Parra Soto, Francisco Vargas Silva, Samuel Duran Agüero, Felipe Araya Quintanilla, Rafael Pizarro Mena
RESUMEN Introducción. El proceso de envejecimiento se caracteriza por cambios sociodemográficos, físicos y psicológicos que provocan un aumento de la fragilidad entre la población de edad avanzada. El objetivo de esta investigación era determinar la asociación entre los determinantes del curso de vida y la fragilidad biopsicosocial en personas mayores que viven en comunidad. Metodología. Estudio de corte transversal. Se analizó una muestra por conveniencia de 51 personas mayores del centro de Chile para evaluar la asociación entre la edad, el sexo, el estado civil, el país de nacimiento, el nivel educativo, los ingresos mensuales, el estilo de vida saludable, las enfermedades crónicas y los eventos de la vida que influyen en la fragilidad biopsicosocial, utilizando el Indicador de Fragilidad de Tilburg (TFI). Resultados. Predominaron las participantes mujeres (86.3%) y hubo una mayor representación de personas casadas (43.1%) y viudas (29.4%). El 62.8% de los participantes declaró tener un estilo de vida saludable. En el grupo de mayor edad, los ingresos más altos se asociaron inversamente con los puntajes físicos (β: -3.84, IC 95%: -6.71; -0.96), psicológicos (β: -2.55, IC 95%: -4.38; -0.73), y totales (β= -8.16; IC 95%: -12.38 a -3.95) del Índice de Fragilidad de Tilburg (TFI). Además, en este grupo de personas de edad avanzada, llevar un estilo de vida saludable se asoció inversamente con los puntajes físicos (β: -1.96, IC 95%: -3.46; -0.47) y totales del TFI (β= -3.10, IC 95%: -5.29 a -0.92). Discusión. Estos hallazgos proporcionan información valiosa sobre los determinantes del ciclo vital que pueden influir en la fragilidad multidimensional y específica (biológica, psicológica y social) de las personas de edad avanzada y subrayan la importancia de la detección temprana y las intervenciones personalizadas para mejorar la salud y la funcionalidad de las personas mayores. Conclusiones. Es fundamental realizar una evaluación gerontológica integral para identificar de manera equitativa las necesidades, los problemas y las oportunidades de las personas mayores en relación con los aspectos biomédicos, mentales (cognitivos y emocionales), funcionales y sociales y, en consecuencia, generar intervenciones que involucren múltiples componentes, que se ajusten a los niveles individuales y grupales de las personas mayores.
ABSTRACT Introduction. The aging process is characterised by socio-demographic, physical, and psychological changes that lead to increased frailty among older populations. The aim of this research was to determine the association between life course determinants and biopsychosocial frailty in community-dwelling Older People (OP). Methodology. Cross-sectional study. A convenience sample of 51 OP in central Chile was analysed to examine the association between age, sex, marital status, country of birth, education level, monthly income, healthy lifestyle, chronic illnesses, life events influence biopsychosocial frailty, using the Tilburg Frailty Indicator (TFI). Results. A predominance of female participants (86.3%) and a higher representation of married (43.1%) and widowed (29.4%) individuals. Perception of a healthy lifestyle was reported by 62.8% of participants. In the older age group, higher income was inversely associated with the physical (β: -3.84, IC 95%: -6.71; -0.96), psychological (β: -2.55, IC 95%: -4.38; -0.73), and total scores (β= -8.16; IC 95%: -12.38 to -3.95) of the Tilburg Frailty Index (TFI). Additionally, in this older group, having a healthy lifestyle was inversely associated with the physical (β: -1.96, IC 95%: -3.46; -0.47) and total TFI (β= -3.10, IC 95%: -5.29 to -0.92) scores. Discussion. These findings provide valuable information on Life course determinants that may influence multidimensional, and specific (biological, psychological and social) frailty, of OP and underscore the importance of early detection and tailored interventions to improve the health and functionality of OP. Conclusion. It is crucial to conduct a Comprehensive Gerontological Assessment to equally identify the needs, problems, and opportunities of OP in biomedical, mental (cognitive and mood), functional, and social aspects; and consequently, generate multicomponent interventions adjusted at the individual and group levels of OP.
RESUMO Introdução. O processo de envelhecimento é caracterizado por mudanças sociodemográficas, físicas e psicológicas que levam ao aumento da fragilidade na população idosa. O objetivo desta pesquisa foi determinar a associação entre os determinantes do curso de vida e a fragilidade biopsicossocial em pessoas idosas que vivem na comunidade. Metodologia. Estudo transversal. Foi analizada uma amostra de conveniência de 51 pessoas idosas da região central do Chile para avaliar a associação entre idade, sexo, estado civil, país de nascimento, nível educacional, renda mensal, estilo de vida saudável, doenças crônicas e eventos da vida que influenciam a fragilidade biopsicossocial, utilizando o Indicador de Fragilidade de Tilburg (TFI na sigla em inglês). Resultados. Os participantes do sexo feminino predominaram (86,3%), com maior representação de pessoas casadas (43.1%) e viúvos (29.4%). Do total, 62.8% dos participantes relataram um estilo de vida saudável. Na faixa etária mais velha, a renda mais alta foi inversamente associada aos escores físico (β: -3.84, IC 95%: -6.71 a -0.96), psicológico (β: -2.55, IC 95%: -4.38 a -0.73) e total (β = -8.16, IC 95%: -12.38 a -3.95) do Indicador de Fragilidade de Tilburg (TFI). Além disso, neste grupo de pessoas idosas, viver um estilo de vida saudável foi inversamente associado aos escores físicos (β: -1.96, IC 95%: -3.46 a -0.47) e total do TFI (β = -3.10, IC 95%: -5.29 a -0.92). Discussão. Essas descobertas fornecem informações valiosas sobre os determinantes do curso de vida que podem influenciar a fragilidade multidimensional e específica (biológica, psicológica e social) das pessoas idosas e ressaltam a importância da detecção precoce e de intervenções personalizadas para melhorar a saúde e a funcionalidade desse grupo. Conclusão. É fundamental realizar uma avaliação gerontológica ampla para identificar equitativamente as necessidades, os problemas e as oportunidades das pessoas idosas em relação aos aspectos biomédicos, mentais (cognitivos e emocionais), funcionais e sociais e, consequentemente, gerar intervenções que envolvam múltiplos componentes que se ajustem aos níveis individuais e de grupo das pessoas idosas.