Shadye Rocío Matar Khalil
, José González Campos
, Felipe Eduardo Lillo Viedma
Introducción. El síndrome post-COVID-19 es un problema de salud emergente con implicaciones en la calidad de vida quienes lo padecen. El objetivo de este estudio es determinar la dependencia entre los síntomas auto informados agudos y post agudos asociados a la afectación postCOVID-19 según género, rango etario, vacuna y diagnóstico COVID-19 para definir un perfil de riesgo. Metodología. Estudio prospectivo e inferencial, muestra de 1,601 colombianos, se diseñó un cuestionario ad hoc dicotómico de síntomas auto informados neuropsiquiátricos, se utilizó mapas de calor y perspectivas probabilísticas. Resultados. Se hallaron perfiles de riesgo diferenciados: en adultos mayores manifestaciones cognitivas y emocionales, en los adultos síntomas físicos y en lo jóvenes alteraciones sensoriales. La vacunación parece tener un efecto protector en algunos síntomas contrario al haber tenido COVID-19 severo. Discusión. Existe dependencia entre los síntomas agudos y post agudos en cansancio-fatiga, cefalea, ansiedad y depresión, lo que permite confirmar la prolongación de síntomas; este patrón respalda la hipótesis de que el síndrome post-COVID-19 representa una prolongación funcional de los síntomas agudos, coherente con la definición propuesta por la OMS. Conclusiones. Estos hallazgos contribuyen a documentar el síndrome post-COVID-19. Se resalta la necesidad de realizar investigaciones longitudinales que incorporen variables clínicas, neuropsicológicas, de vacunación y posibles subtipos de COVID-19, con el fin de esclarecer los mecanismos que sustentan la persistencia de síntomas neuropsiquiátricos y orientar programas de salud mental para los grupos más vulnerables.
Introduction. Post-COVID-19 syndrome is an emerging health problem with implications for the quality of life of those who suffer from it. The objective of this study is to determine the relationship between self-reported acute and post-acute symptoms associated with post-COVID-19 illness according to gender, age range, vaccination status, and COVID-19 diagnosis in order to define a risk profile. Methodology. A prospective and inferential study was conducted with a sample of 1,601 Colombians. An ad hoc dichotomous questionnaire of self-reported neuropsychiatric symptoms was designed, and heat maps and probabilistic perspectives were used. Results. Differentiated risk profiles were found: cognitive and emotional manifestations in older adults, physical symptoms in adults, and sensory alterations in young people. Vaccination appears to have a protective effect on some symptoms, contrary to having had severe COVID-19. Discussion. A relationship exists between acute and post-acute symptoms in tiredness/fatigue, headache, anxiety, and depression, which confirms the prolongation of symptoms. This pattern supports the hypothesis that post-COVID-19 syndrome represents a functional prolongation of acute symptoms, consistent with the definition proposed by the WHO. Conclusions. These findings contribute to documenting post-COVID-19 syndrome. The need for longitudinal research incorporating clinical, neuropsychological, and vaccination variables, as well as potential COVID-19 subtypes, is highlighted in order to elucidate the mechanisms underlying the persistence of neuropsychiatric symptoms and to guide mental health programs for the most vulnerable groups.
Introdução. A síndrome pós-COVID-19 é um problema de saúde emergente, com implicações na qualidade de vida das pessoas que a sofrem. O objetivo deste estudo é determinar a dependência entre os sintomas autorrelatados agudos e pós-agudos associados às sequelas da COVID-19, segundo género, faixa etária, vacinação e diagnóstico de COVID-19, a fim de definir um perfil de risco. Metodologia. Estudo prospectivo e inferencial, com amostra de 1.601 colombianos. Foi elaborado um questionário ad hoc dicotómico sobre sintomas neuropsiquiátricos autorrelatados. Foram utilizados mapas de calor e abordagens probabilísticas. Resultados. Foram encontrados perfis de risco diferenciados: em idosos, manifestações cognitivas e emocionais; em adultos, sintomas físicos; e em jovens, alterações sensoriais. A vacinação parece exercer efeito protetor sobre alguns sintomas, ao contrário do que se observa em casos de COVID-19 grave. Discussão. Existe uma dependência entre os sintomas agudos e pós-agudos, especialmente em relação ao cansaço/fadiga, cefaleia, ansiedade e depressão, o que confirma a persistência dos sintomas. Esse padrão sustenta a hipótese de que a síndrome pós-COVID-19 representa uma prolongação funcional dos sintomas agudos, em consonância com a definição proposta pela OMS. Conclusões. Essas descobertas contribuem para documentar a síndrome pós-COVID-19. Destaca-se a necessidade de realizar pesquisas longitudinais que incorporem variáveis clínicas, neuropsicológicas, relacionadas à vacinação e possíveis subtipos de COVID-19, a fim de esclarecer os mecanismos que subjacentes à persistência dos sintomas neuropsiquiátricos e orientar programas de saúde mental voltados aos grupos mais vulneráveis.