Introdução: A Hemodiálise exige adaptações na vida do paciente devido às restrições impostas, refletindo diretamente na sua qualidade de vida. O Letramento em Saúde é fundamental para compreender e aplicar informações relacionadas à terapia, influenciando a adesão e os resultados clínicos. Destaca-se que ainda precisa ser melhor investigado as contribuições do Letramento em Saúde nos pacientes dialíticos em países em desenvolvimento.Objetivos: Determinar a prevalência do baixo letramento em Saúde em pacientes em hemodiálise e seus fatores associados.Material e Método: Estudo transversal e prospectivo realizado em uma Unidade de diálise no Sudeste do Brasil, entre setembro de 2023 e abril de 2024. Dados sociodemográficos, clínicos e dialíticos foram coletados por meio de entrevista e consulta ao prontuário. O letramento foi avaliado pelo instrumento HLS-EU-Q6, categorizando os participantes em letramento problemático, inadequado ou suficiente.Resultados: Dos 218 pacientes em terapia, 112 foram incluídos, 61,8% (n=68) eram do sexo masculino, com idade média de 50,11±23,47 anos e escolaridade de 7,44±3,61 anos. O baixo letramento foi de 60,72% (n=68), com influência dos anos de escolaridade.Conclusão: O baixo LS foi encontrado em mais da metade dos participantes, com associações ao nível de escolaridade e ganho de peso interdialítico. Sugere-se que as informações em saúde sejam adaptadas aos níveis de letramento dos pacientes, utilizando recursos visuais para facilitar a compreensão, promover o autocuidado e melhorar os desfechos clínicos. No entanto, são necessários estudos intervencionistas para avaliar a eficácia dessas estratégias.
Introduction: Haemodialysis requires adaptations in patients’ lives due to imposed restrictions, directly impacting their quality of life. Health literacy is fundamental for understanding and applying information related to therapy, influencing adherence and clinical outcomes. The contribution of health literacy to dialysis patients in developing countries still requires further investigation. Objectives: To determine the prevalence of low health literacy among haemodialysis patients and its associated factors. Methods: We conducted a cross-sectional and prospective study conducted in a dialysis unit in southeastern Brazil between September 2023 and April 2024. Sociodemographic, clinical, and dialysis data were collected through interviews and review of health records. Health literacy was assessed using the HLS-EU-Q6 instrument, categorising participants as having problematic, inadequate, or sufficient literacy. Results: Of the 218 patients on haemodialysis, 112 were included; 61.8% (n = 68) were male, with a mean age of 50.11 ± 23.47 years and a mean of 7.44 ± 3.61 years of schooling. Low literacy was observed in 60.72% (n = 68). Years of schooling were associated with literacy levels. Conclusions: Low health literacy was found in more than half of the participants, associated with educational attainment and interdialytic weight gain. It is suggested that health information should be adapted to patients’ literacy levels, using visual resources to facilitate understanding, promote self-care, and improve clinical outcomes. However, interventional studies are needed to evaluate the effectiveness of these strategies.