Talita Batista Matos
, Sheila Silva Cunha
, Christini Gomes Senhorinho Ferreira
, Jamille Marinho Brazil
, Jociéli Moura dos Santos Braga
, Luciana Amaral de Faria
, Maria Patricia Milagres
Objective: to investigate sweet taste detection thresholds in pregnant women at different gestational periods. Methods: this cross-sectional, analytical and epidemiological study was conducted at Family Health Units. We included 109 pregnant women aged 18 years or older, in any trimester of pregnancy. The sweet taste detection threshold was assessed in a whole-mouth taste test. Participants also completed a structured questionnaire on personal, demographic, socioeconomic, and health characteristics, and their weight and height were measured. Results: the average threshold values studied were 2.83 g/L in the first and second trimesters and 1.41 g/L in the third trimester, remaining stable across gestational periods. Sweet taste detection thresholds differed according to household arrangement: pregnant women living alone or with friends had a significantly higher threshold index, indicating lower sweet taste sensitivity. Conclusion: the sweet taste detection threshold remained stable throughout pregnancy, and household arrangement may influence sweet taste sensitivity. Contributions to practice: identifying altered sweet taste sensitivity throughout pregnancy can inform interventions to promote healthy eating behaviors.
Objetivo: investigar o limiar de detecção ao gosto doce em gestantes em diferentes períodos gestacionais. Métodos: estudo epidemiológico, analítico e transversal, realizado em Unidades de Saúde da Família. Participaram 109 gestantes com idade acima de 18 anos, em qualquer trimestre gestacional. O limiar gustativo ao gosto doce foi avaliado por meio de um teste de análise sensorial do tipo estímulo da boca toda. As participantes também responderam a um questionário estruturado com informações pessoais, demográficas, socioeconômicas e de saúde, além de terem peso e altura aferidos. Resultados: as médias do limiar estudado foram de 2,83 g/L no primeiro e segundo trimestres, e 1,41 g/L no terceiro trimestre, mantendo-se estável entre os períodos gestacionais. Observou-se diferença no limiar de detecção em função do arranjo familiar, gestantes que residiam sozinhas ou com amigos apresentaram um aumento significativo no índice limiar, indicando menor sensibilidade ao gosto doce. Conclusão: observou-se que o limiar de detecção ao gosto doce se manteve estável ao longo da gestação e o tipo de arranjo familiar pode influenciar a sensibilidade ao gosto doce. Contribuições para a prática: identificar alterações na sensibilidade gustativa ao gosto doce ao longo da gestação pode subsidiar intervenções voltadas à promoção de comportamentos alimentares saudáveis.