Roseane Christhina da Nova Sá Serafim
, Emerson Do Bú
, Paulo Henrique Bezerra Guedes
, Alfredo Assunção Matos
Este estudo investiga a prática da avaliação psicológica situacional entre psicólogos em hospitais brasileiros, explorando como variáveis individuais destes profissionais impactam sua implementação. A pesquisa contou com 168 psicólogos de hospitais públicos e privados no Brasil, que responderam a um questionário baseado em documentos técnicos-normativos. Os resultados indicam uma discrepância entre as práticas atuais e o desejo dos psicólogos de incorporar a avaliação psicológica situacional de maneira mais consistente em seu cotidiano profissional. Além disso, a idade dos psicólogos, o tipo de contrato de trabalho, a administração do hospital e o modelo teórico de atendimento psicológico impactam a implementação da avaliação psicológica situacional. Profissionais mais jovens, com contratos de trabalho mais estáveis, atuantes em hospitais privados, bem como que adotam um modelo teórico biopsicossocial para atuação, mostraram-se mais propensos a considerar essa avaliação como parte integrante de seu trabalho. Implicações para a prática clínica de psicólogos hospitalares são discutidas.
This study investigates the practice of situational psychological assessment among psychologists in Brazilian hospitals, exploring how individual variables of these professionals impact its implementation. The research involved 168 psychologists from public and private hospitals in Brazil, who answered a questionnaire based on technical-normative documents. The results indicate a discrepancy between current practices and the psychologists' desire to incorporate situational psychological assessment more consistently into their professional routine. Additionally, the psychologists' age, the type of employment contract, the hospital administration, and the theoretical model of psychological care impact the implementation of situational psychological assessment. Younger professionals, with more stable employment contracts, working in private hospitals, as well as those adopting a biopsychosocial theoretical model for practice, were more likely to consider this assessment as an integral part of their work. Implications for the clinical practice of hospital psychologists are discussed.