La enfermería es una disciplina con un futuro prometedor, pero con bases epistemológicas débiles y con una cientificidad por consolidar en gran medida. A pesar de los avances en su teorización, sigue existiendo una dependencia de otras ciencias, especialmente la medicina, fruto del desequilibrio existente entre la teorización y la práctica enfermera. La distorsión del ejercicio práctico de la profesión en detrimento de una consideración epistemológica produce un abismo difícil de saltar. El artículo destaca el dominio casi absoluto de la investigación cuantitativa sobre la cualitativa, lo que limita una visión más integral del cuidado. Se identifican varias paradojas dentro de la enfermería, como la desconexión entre teoría y práctica, el uso poco riguroso de conceptos filosóficos y la falta de autonomía disciplinaria. Se enfatiza la necesidad de una filosofía propia de la enfermería que permita su consolidación como ciencia independiente, superando su papel subordinado dentro del ámbito de la salud.
A enfermagem é uma disciplina com um futuro promissor, mas com bases epistemológicas frágeis e uma cientificidade ainda a consolidar em grande medida. Apesar dos avanços em sua teorização, persiste uma dependência de outras ciências, especialmente da medicina, fruto do desequilíbrio existente entre a teorização e a prática da enfermagem.
A distorção do exercício prático da profissão em detrimento de uma consideração epistemológica produz um abismo difícil de transpor. O artigo destaca o domínio quase absoluto da pesquisa quantitativa sobre a qualitativa, o que limita uma visão mais integral do cuidado. Identificam-se vários paradoxos dentro da enfermagem, como a desconexão entre teoria e prática, o uso pouco rigoroso de conceitos filosóficos e a falta de autonomia disciplinar. Enfatiza-se a necessidade de uma filosofia própria da enfermagem que permita sua consolidação como ciência independente, superando seu papel subordinado no âmbito da saúde
Nursing is a discipline with a promising future, but with weak epistemological foundations and a scientific nature that needs to be consolidated. Despite the advances in its theorization, there is still a dependence on other sciences, especially medicine, as a result of the imbalance between theorization and nursing practice. The distortion of the practical exercise of the profession to the detriment of an epistemological consideration produces a chasm that is difficult to bridge. The article highlights the almost absolute dominance of quantitative research over qualitative research, which limits a more comprehensive vision of care. Several paradoxes within nursing are identified, such as the disconnection between theory and practice, the lack of rigorous use of philosophical concepts and the lack of disciplinary autonomy. The need for a philosophy of nursing that allows its consolidation as an independent science, overcoming its subordinate role within the health field, is emphasized