Ana Lucía Quiroz Hidrovo, Dolors Rodríguez Martín, Cristina Larrea Killinger
Introducción: las representaciones culturales y sociales de las madres de las comunidades indígenas andinas determinan el tipo de padecimiento y la ruta terapéutica a seguir. Objetivo:
Identificar los síndromes culturalmente delimitados que describen las mujeres Kichwas — en Chugchilán-Ecuador— en el contexto de los cuidados materno-infantiles, así como sus causas, sintomatología y tratamientos. Metodología:
Estudio etnográfico, llevado a cabo entre 16 de septiembre 2020 y 30 de abril 2021. Participaron 14 mujeres indígenas.
Las técnicas aplicadas fueron: observación participante y entrevistas en profundidad. Los escenarios observados fueron tanto comunitarios como en el hogar, acompañando a las madres en sus actividades de la vida diaria. Resultados: En las narrativas de las madres se muestra cómo identifican los síndromes culturalmente delimitados desde su sistema de representaciones. Estos padecimientos responden al sistema de conocimientos locales —de la propia comunidad— y no tienen traducción por la biomedicina. De los síndromes culturalmente delimitados presentes en esta comunidad, se destacan dos “el espanto” y “el aire”. A partir de los saberes maternos se describe cómo los delimitan y clasifican:
pronóstico o gravedad y el itinerario terapéutico o proceso de atención que inician. Conclusiones: En “el espanto” y “el aire”, las representaciones sociales de las comunidades indígenas andinas influyen en la decisión del tratamiento, reconociendo que en la biomedicina no encontraran respuesta para este tipo de afecciones, pero en cambio sí en la Medicina Tradicional indígena. El conocimiento de los síndromes culturalmente delimitados, pone en valor la aplicación de cuidados interculturales a las personas indígenas, ya sea en sus propias comunidades de origen, como en los contextos migratorios donde éstas se asienten
Introduction: the cultural and social representations of the mothers of the Andean indigenous communities determine the type of illness and the therapeutic itinerary to follow. Objective: Identify the culturally- bound syndromes described by Quechua women — in Chugchilán-Ecuador— in the context of maternal and child care, as well as their causes, symptoms, and treatments. Methodology: The present ethnographic study was carried out between September 16, 2020 and April 30, 2021; it included 14 indigenous women. The techniques applied were: participant observation and in-depth interviews. The observed scenarios were both the community and at home, accompanying mothers in their daily living activities.
Results: The mothers’ narratives show how they identify culturally-bound syndromes, from their system of representations. These illness respond to the local knowledge system —of the community itself— and are not recognized by biomedicine.
Of the culturally-bound syndromes shown in this community, two stood out: “el espanto” and “el aire”.
Based on maternal knowledge, it is described how they are delimited and classified, their prognosis or severity and the therapeutic itinerary or care process that they initiate. Conclusions: In “el espanto” and “el aire”, social representatives of the Andean indigenous communities influence in the treatment decision, understanding that in biomedicine they will not find an answer for those types of conditions, but they using Traditional indigenous medicine they will. Knowledge of culturally-bound syndromes adds value to the application of intercultural care to indigenous people, either in their own original communities, or in the migratory contexts where they settle
Introdução: As representações culturais e sociais das mães das comunidades indígenas andinas determinam o tipo de sofrimento e a rota terapêutica a seguir.
Objetivo: Identificar as síndromes culturalmente delimitadas descritas pelas mulheres Kichwas — em Chugchilán, Equador — no contexto dos cuidados materno-infantis, bem como suas causas, sintomatologia e tratamentos. Metodologia: Estudo etnográfico realizado entre 16 de setembro de 2020 e 30 de abril de 2021. Participaram 14 mulheres indígenas. As técnicas aplicadas foram: observação participante e entrevistas em profundidade. Os cenários observados foram tanto comunitários como domiciliares, acompanhando as mães em suas atividades da vida diária. Resultados: Nas narrativas das mães, evidencia-se como identificam as síndromes culturalmente delimitadas a partir de seu sistema de representações.
Esses padecimentos remetem ao sistema de conhecimentos locais — da própria comunidade — e não encontram tradução na biomedicina. Entre as síndromes culturalmente delimitadas presentes nessa comunidade, destacam-se duas: “o susto” e “o ar”. A partir dos saberes maternos, descreve- se como elas as delimitam e classificam: prognóstico ou gravidade e o itinerário terapêutico ou processo de cuidado que iniciam. Conclusões: Em “o susto” e “o ar”, as representações sociais das comunidades indígenas andinas influenciam na decisão do tratamento, reconhecendo que na biomedicina não encontrarão resposta para esse tipo de afecção, mas sim na Medicina Tradicional indígena. O conhecimento das síndromes culturalmente delimitadas valoriza a aplicação de cuidados interculturais às pessoas indígenas, tanto em suas próprias comunidades de origem quanto nos contextos migratórios onde elas se estabelecem.