John Camilo García Uribe, Aníbal Arteaga Noriega, Fernando Zapata
En el contexto contemporáneo, marcado por la aceleración, la fragmentación del tiempo y la lógica de la productividad, el cuidado se ve sometido a formas crecientes de cronometrización que amenazan su dimensión ética y relacional. Este artículo propone una reflexión filosófica en torno a la noción de kairós —el tiempo oportuno y significativo— como clave para comprender el cuidado más allá del tiempo técnico (cronos). A partir de un diálogo con autores como Aristóteles, Heidegger, Hartmut Rosa y Agustín de Hipona, se explora cómo el kairos es un tiempo oportuno, un tiempo virtuoso, o la phronésis, que permite habitar el presente como instante pleno en el que convergen pasado y porvenir, haciendo posible una acción situada, ética y abierta a la alteridad. La teoría de la resonancia de Hartmut Rosa se retoma como una apuesta por recuperar una temporalidad vivible, en la que el vínculo entre quien cuida y quien es cuidado no se reduce a una secuencia funcional, sino que se configura como relación transformadora, vibrante y cargada de sentido. Se concluye que el cuidado genuino exige resistir a la tiranía del tiempo cuantificado, para abrir paso a una ética del instante que devuelva profundidad, hospitalidad y humanidad al acto de cuidar
In the contemporary context, marked by acceleration, the fragmentation of time, and the logic of productivity, care is subject to increasing forms of timing that threaten its ethical and relational dimension. This article proposes a philosophical reflection on the notion of kairos—opportune and meaningful time—as a key to understanding care beyond technical time (chronos). Based on a dialogue with authors such as Aristotle, Heidegger, Hartmut Rosa, and Augustine of Hippo, the article explores how kairos is an opportune time, a virtuous time, or phronesis, which allows us to inhabit the present as a full instant in which past and future converge, enabling situated, ethical action open to otherness.
Hartmut Rosa's theory of resonance is taken up as a commitment to recovering a livable temporality, in which the bond between the caregiver and the person being cared for is not reduced to a functional sequence, but is configured as a transformative, vibrant, and meaningful relationship. The conclusion is that genuine care requires resisting the tyranny of quantified time, to make way for an ethics of the moment that restores depth, hospitality, and humanity to the act of caring
No contexto contemporâneo, marcado pela aceleração, pela fragmentação do tempo e pela lógica da produtividade, o cuidado está sujeito a formas crescentes de temporização que ameaçam sua dimensão ética e relacional. Este artigo propõe uma reflexão filosófica sobre a noção de kairos — tempo oportuno e significativo — como chave para compreender o cuidado para além do tempo técnico (cronos). A partir do diálogo com autores como Aristóteles, Heidegger, Hartmut Rosa e Agostinho de Hipona, o artigo explora como o kairos é um tempo oportuno, um tempo virtuoso, ou phronesis, que nos permite habitar o presente como um instante pleno em que passado e futuro convergem, possibilitando uma ação situada, ética e aberta à alteridade. A teoria da ressonância de Hartmut Rosa é assumida como um compromisso com a recuperação de uma temporalidade habitável, na qual o vínculo entre o cuidador e a pessoa cuidada não se reduz a uma sequência funcional, mas se configura como uma relação transformadora, vibrante e significativa. A conclusão é que o cuidado genuíno exige resistir à tirania do tempo quantificado, para abrir caminho para uma ética do momento que restaure profundidade, hospitalidade e humanidade ao ato de cuidar