Kérley Braga Pereira Bento Casaril
, Marina Heinen, Lirane Elize Defante Ferreto
Gestational diabetes mellitus (GDM) is characterized by the onset of glycemic dysfunction during pregnancy and has a prevalence in Brazil of between 2.4% and 7.2%, with an increasing trend. It is a condition associated with significant risks to maternal and fetal health. Objective: To analyze the occurrence of GDM and its impact on maternal and fetal health. Methods: A bibliographic survey of articles published between 2019 and 2024 was conducted in PubMed, SciELO, and Scopus, using descriptors related to GDM and its maternal and fetal outcomes. Articles available in full in Portuguese and English were included. Results and discussion: A total of 2,496 studies were identified, of which 20 met the inclusion criteria after applying the eligibility criteria and reading them in full. High body mass index and advanced maternal age were the main risk factors identified. Among the fetal consequences, macrosomia, neonatal hypoglycemia, and, in the long term, a higher risk of type 2 diabetes and cardiovascular disease stood out. In pregnant women, a higher incidence of preeclampsia and premature birth was observed. Appropriate treatment, including lifestyle changes, insulin therapy, and/or oral hypoglycemic agents, proved essential to reduce complications. Final considerations: GDM is associated with significant adverse outcomes for both mother and fetus, early diagnosis, continued monitoring, and effective therapeutic interventions are essential to minimize risks.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é caracterizado pelo início de disfunção glicêmica durante a gestação e apresenta prevalência no Brasil entre 2,4% e 7,2%, com tendência crescente. Trata-se de condição associada a riscos significativos para a saúde materno-fetal. Objetivo: Analisar a ocorrência do DMG e suas repercussões na saúde da mãe e do feto. Métodos:
Realizou-se levantamento bibliográfico de artigos publicados entre 2019 e 2024, nas bases PubMed, SciELO e Scopus, utilizando descritores relacionados ao DMG e seus desfechos maternofetais. Foram incluídos artigos em português e inglês, disponíveis na íntegra. Resultados e discussão: Foram identificados 2.496 estudos, dos quais, após a aplicação dos critérios de elegibilidade e leitura integral, 20 atenderam aos critérios de inclusão. O índice de massa corporal elevado e a idade materna avançada foram os principais fatores de risco identificados. Entre as repercussões fetais, destacaram-se macrossomia, hipoglicemia neonatal e, a longo prazo, maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Nas gestantes, observou-se maior ocorrência de pré-eclâmpsia e parto prematuro. O tratamento adequado, incluindo mudanças no estilo de vida, insulinoterapia e/ou uso de agentes hipoglicemiantes orais, mostrou-se fundamental para reduzir complicações. Considerações finais: O DMG está associado a desfechos adversos relevantes para mãe e feto, sendo essencial o diagnóstico precoce, o acompanhamento contínuo e intervenções terapêuticas eficazes para minimizar riscos.