Carolina Garzón Esguerra, Javier A. Pineda Duque
Objetivo: analizar las relaciones de cuidado de las enfermeras y la práctica de la ética del cuidado, en la postpandemia.
Métodos: estudio cualitativo de tipo etnográfico, que se configura como un escenario de reflexión del valor del cuidado y las experiencias materiales y emocionales de cuidar. Se realizaron 16 entrevistas semiestructuradas a auxiliares y profesionales de enfermería, las cuales incluían 3 apartados: relaciones de cuidado, subjetividades y prácticas de cuidado. Resultados: se identificaron dos tipos de subjetividades que determinan las relaciones de cuidado:
de carácter institucional y vocacional. Se interpretan desde la teoría como limítrofes, pero en la práctica, forman un continuo a través de las cuales se transita. Las relaciones con los sujetos de cuidado, el equipo sanitario y consigo mismas, se caracterizan por falta de comunicación, estrés constante y aceleración social. La práctica de la ética del cuidado se genera a partir de los significados del cuidado como: trabajo o ejercicio de evolución personal. El primero, requiere eficacia en las intervenciones, especialización y responsabilidad por la vida. El segundo, sensibilidad por la experiencia del otro, control de las emociones y resiliencia. Conclusión: durante la postpandemia, se continuó con las mismas formas de contratación, demanda de servicios y prácticas clínicas, manteniendo la centralidad de las relaciones en la eficiencia.
Aunque se da un reconocimiento a las emociones en el cuidado, por la capacidad de conectar con la vulnerabilidad del otro; no ha logrado transformar el espacio relacional.
Objectivo: analisar as relações de cuidado dos enfermeiros e a prática da ética do cuidado, no pós-pandemia. Métodos: estudo etnográfico qualitativo, que se configura como um cenário de reflexão sobre o valor do cuidar e as experiências materiais e emocionais de cuidar. Foram realizadas 16 entrevistas semiestruturadas a auxiliares e profissionais de enfermagem, que incluíram 3 secções:
relações de cuidados, subjetividades e práticas de cuidados. Resultados: identificaram-se dois tipos de subjetividades que determinam as relações de cuidado: de natureza institucional e vocacional. São interpretados pela teoria como limítrofes, mas na prática formam um contínuo através do qual se move.
As relações com os sujeitos de cuidados, com a equipa de saúde e consigo próprios caracterizam-se pela falta de comunicação, stress constante e aceleração social.
A prática da ética do cuidado é gerada a partir dos significados do cuidado como: trabalho ou exercício de evolução pessoal. A primeira exige eficácia nas intervenções, especialização e responsabilidade pela vida. A segunda, a sensibilidade à experiência dos outros, o controlo das emoções e a resiliência.
Conclusão: durante o pós-pandemia, continuaram as mesmas formas de contratação, procura de serviços e práticas clínicas, mantendo-se a centralidade das relações na eficiência. Embora as emoções sejam reconhecidas no cuidado, pela capacidade de se conectar com a vulnerabilidade do outro; não conseguiu transformar o espaço relacional.
Objective: to analyse nurses’ care relationships and the practice of the ethics of care in the post-pandemic period. Methods: qualitative ethnographic study, which is configured as a scenario for reflection on the value of care and the material and emotional experiences of caring. Sixteen semi-structured interviews were conducted with nursing assistants and professionals, which included three sections:
care relationships, subjectivities and care practices.
Results: two types of subjectivities that determine care relationships were identified: institutional and vocational. They are interpreted in theory as borderline, but in practice, they form a continuum through which one moves. Relationships with care subjects, the health care team and with themselves are characterised by lack of communication, constant stress and social acceleration. The practice of the ethics of care is generated from the meanings of care as: work or exercise of personal evolution. First, it requires efficiency in interventions, specialisation and responsibility for life. Secondly, it requires sensitivity to the experience of the other, control of emotions and resilience. Conclusion: during the post-pandemic period, the same forms of contracting, demand for services and clinical practices continued, maintaining the centrality of relationships in efficiency. Although there is recognition of emotions in care, due to the capacity to connect with the vulnerability of the other; it has not managed to transform the relational space.