Introducción: El enfoque intercultural en salud reconoce las particularidades de los pueblos en su estilo de vida, valores y creencias, esenciales para la atención sanitaria.
Aunque las políticas educativas han avanzado junto al reconocimiento de los derechos de los pueblos, aún falta integrar este enfoque en la formación de profesionales de salud. Objetivo: comprender las experiencias esperadas por los programas de salud y las reconocidas por los estudiantes respecto a la interculturalidad durante las prácticas formativas finales en dos programas. Metodología:
investigación cualitativa de estudio de caso, con enfoque hermenéutico y análisis del discurso, se examinaron 126 informes de práctica, 70 microcurrículos, 6 documentos institucionales, nueve documentos de orden nacional y dos internacionales. Resultados: muestran que, aunque la interculturalidad es una prioridad en la atención en salud, no se evidencia su abordaje en las competencias de formación ni en los contenidos académicos. Los estudiantes reportan aprendizajes en atención sanitaria, interculturalidad y su rol profesional, algunos de los cuales no son parte del currículo formal. Conclusión: aunque los documentos institucionales reconocen la importancia de la interculturalidad, su implementación práctica es insuficiente. Las prácticas, entendidas como “aulas de territorio”, llenan vacíos curriculares y fomentan la interculturalidad, desafiando la formación tradicional en salud.
Introduction: The intercultural approach in health recognizes the particularities of peoples in their lifestyle, values, and beliefs, which are essential for healthcare. Although educational policies have advanced along with the recognition of people's rights, there is still a lack of integration of this approach in the training of health professionals.
Objective: To understand the experiences expected by health programs and those recognized by students regarding interculturality during final formative practices in two programs. Methodology: Qualitative case study research with a hermeneutic approach and discourse analysis, examining 126 practice reports, 70 micro-curriculums, 6 institutional documents, nine national-level documents, and two international ones. Results: show that, although interculturality is a priority in healthcare, its approach is not reflected in the training competencies or academic content. Students report learning about healthcare, interculturality, and their professional roles, some of which are not part of the formal curriculum.
Conclusion: Although institutional documents recognize the importance of interculturality, its practical implementation is insufficient. Practices, understood as “territorial classrooms,” fill curricular gaps and promote interculturality, challenging traditional health education.
Introdução: A abordagem intercultural na saúde reconhece as particularidades dos povos em seu estilo de vida, valores e crenças, essenciais para a atenção à saúde. Embora as políticas educacionais tenham avançado junto ao reconhecimento dos direitos dos povos, ainda falta integrar essa abordagem na formação de profissionais de saúde.
Objetivo: compreender as experiências esperadas pelos programas de saúde e as reconhecidas pelos estudantes em relação à interculturalidade durante as práticas formativas finais em dois programas. Metodologia: Pesquisa qualitativa de estudo de caso, com abordagem hermenêutica e análise do discurso, examinando 126 relatórios de prática, 70 microcurrículos, 6 documentos institucionais, nove documentos de âmbito nacional e dois internacionais. Resultados: mostram que, embora a interculturalidade seja uma prioridade na atenção à saúde, sua abordagem não se reflete nas competências de formação nem no conteúdo acadêmico. Os estudantes relatam aprendizagens em atenção à saúde, interculturalidade e seu papel profissional, algumas das quais não fazem parte do currículo formal. Conclusão: Embora os documentos institucionais reconheçam a importância da interculturalidade, sua implementação prática é insuficiente. As práticas, entendidas como “salas de aula territoriais”, preenchem lacunas curriculares e promovem a interculturalidade, desafiando a formação tradicional em saúde